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por trás do projeto 

Conheça a fundadora Verônica

Verônica Elis Cabral é professora, bailarina e coreógrafa de danças étnicas internacionais, com registro profissional DRT 0019617/SP (2003). Há mais de 26 anos, dedica sua trajetória ao ensino, à pesquisa e à preservação das tradições culturais por meio da dança, desenvolvendo um trabalho pautado pela profundidade de estudo, pelo respeito cultural e pela responsabilidade ética na transmissão dos saberes ancestrais.

Sua formação artística teve início no Ballet Clássico, expandindo-se posteriormente para diversas tradições de dança, como Afrojazz, Dança Indiana Clássica (Odissi e Kathak), Zebéquico, Tishifitetelli Grego e Dança do Ventre em suas vertentes Clássica, Moderna e Folclórica. Ao longo de sua trajetória, estudou com importantes mestres no Brasil e no exterior, aprofundando sua formação na Grécia, onde viveu por três anos, e na França, na cidade de Brest, onde participou de uma imersão polinésia sob a orientação da professora de Ori Tahiti, Mareva Bouchoux.

O ponto de transformação de sua caminhada ocorreu no encontro com a Hula. Inicialmente observada sob uma perspectiva artística, a Hula revelou-se, com o aprofundamento de seus fundamentos, muito além de uma expressão corporal. Verônica passou a compreendê-la como uma filosofia de vida e uma ciência cultural e espiritual, capaz de integrar língua, história, botânica, meio ambiente, genealogia e espiritualidade em um único sistema de conhecimento.

Esse encontro, seguido pelo aprofundamento no Ori Tahiti, provocou um redirecionamento definitivo em sua trajetória. Compreendendo que essas tradições exigiam dedicação integral para serem verdadeiramente compreendidas e respeitadas, Verônica optou por renunciar ao ensino das demais modalidades que dominava, passando a se dedicar exclusivamente ao estudo, à pesquisa e à transmissão das culturas polinésias, com ênfase na cultura havaiana.

Sua formação acontece dentro de um sistema tradicional de ensino (Hālau), sob a mentoria direta do Kumu Hula havaiano Keoni Chang, do Hālau Hula Nā Pua Lehua I Ka Ua Noe, na Califórnia. Esse vínculo com uma linhagem nativa havaiana estabelece uma conexão legítima e viva com o Havaí, permitindo o acesso a ensinamentos culturais, filosóficos e espirituais transmitidos de forma oral e consagrada, aos quais poucos ocidentais têm acesso.

Em 2024, Verônica tornou-se a primeira brasileira estudante e professora de Hula a participar presencialmente do Merrie Monarch Festival, o mais importante festival de cultura e dança tradicional havaiana, realizado em Hilo, na Ilha do Havaí. Na mesma ocasião, realizou estudos presenciais no arquipélago havaiano, em Kohala e Hilo, aprofundando sua imersão na cultura, na língua e nas tradições do povo havaiano.

É idealizadora e professora do Projeto Hula Aloha Brasil, fundado há mais de 15 anos com a missão de difundir a verdadeira essência das culturas polinésias por meio de um ensino responsável, respeitoso e fiel às linhagens tradicionais. O projeto é pioneiro no Brasil e atua como centro cultural de referência, reconhecido por órgãos consulares, como o Atout France e o Consulado das Ilhas Marshall, pela fidelidade e autenticidade na representação das culturas polinésias em território brasileiro.

O Hula Aloha Brasil não é apenas uma escola de dança, mas uma instituição cultural e educativa, comprometida com a transmissão integral dos conhecimentos dos povos do Pacífico, suas cosmovisões, valores, filosofias, espiritualidade e expressões artísticas. Por meio desse trabalho, Verônica contribui para a construção de pontes culturais reais entre o Brasil e as ilhas da Polinésia, fundamentadas no respeito, na ética e na verdade ancestral.

nos bastidores

conheça as inspirações do projeto

Ao falar sobre a inspiração que sustenta o Hula Aloha Brasil, Verônica Elis Cabral destaca que sua compreensão da Hula foi se transformando ao longo de anos de estudo e vivência com as culturas Havaianas e Polinésias. Segundo ela, a Hula revelou-se muito além de uma forma artística. Trata-se de um elo profundo entre corpo, espiritualidade, religião e organização social do povo Havaiano.

Verônica explica que a Hula, com raízes que remontam a centenas e possivelmente milhares de anos, foi preservada e transmitida de forma oral, mantendo-se viva até os dias atuais. Essa continuidade fez da dança um veículo essencial de transmissão cultural, responsável por preservar crenças, histórias, genealogias e saberes ancestrais que estruturaram a sociedade Havaiana ao longo do tempo.

Ao longo de sua caminhada, o que mais a impactou foi a relação direta entre a dança e a filosofia de vida Havaiana. Para Verônica, os povos originários do Havaí, no passado e no presente, construíram uma sociedade forte, organizada e profundamente conectada ao coletivo. Essa visão de comunidade prioriza o equilíbrio e o bem-estar de todos os seres, incluindo humanos, animais, mares, rios e a própria natureza.

Ela ressalta que, dentro dessa cosmovisão, o planeta é compreendido como um macroorganismos vivo, do qual os seres humanos fazem parte como micro-organismos interdependentes. Esse entendimento orienta a forma como os Havaianos se relacionam com a Terra, refletindo-se no uso consciente e equilibrado dos recursos naturais, sempre em respeito aos ciclos da natureza e sem causar danos ao meio ambiente.

Verônica observa ainda que essa sabedoria ancestral, baseada em uma visão holística e integrada da vida, vem sendo gradualmente reconhecida pelo mundo contemporâneo. Em contraste com o pensamento ocidental, que apenas no final do século XIX e início do século XX passou a sistematizar a observação da natureza por meio de conceitos científicos, os povos originários já dominavam esse conhecimento há milênios, unindo ciência, espiritualidade e experiência prática.

Ao comentar percepções equivocadas que ainda retratam os povos Havaianos como simplórios ou incultos, Verônica afirma que sua vivência demonstra exatamente o oposto. Para ela, trata-se de uma das culturas mais complexas, inteligentes e sábias com as quais teve contato. Sustentada por valores humanos elevados e por um profundo conhecimento da natureza, a cultura Havaiana oferece referências essenciais para o futuro do comportamento humano no planeta, ensinando que a verdadeira evolução está em respeitar e proteger a Terra e todos os seres que nela habitam.

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