História da Colonização do Havaí

História da Colonização do Havaí

A história da colonização do Havaí começa pela migração das tribos antigas para as Ilhas Polinésias e ocorreu há cerca de 30.000 anos atrás, entende-se que a cultura “Lápita”(cultura ancestral da Polinésia) foi migrando para a Melanésia (Oeste da Polinésia) de Samoa, Tonga e as Ilhas Marquesas por volta de 1500  A/C.

Os habitantes do passado Polinésio tinham extraordinárias habilidades de navegação, não dispunham de mapas e dessa forma usavam o céu para se orientar, sentiam as ondas, absorviam os cheiros e sabiam sobre as cores das águas, de forma que todos esses elementos os guiavam pelos antigos oceanos.

Essa sabedoria profunda e cheia de conhecimento foi transmitida de uma geração a outra de forma oral por meio dos tradicionais “Meles” (cantos).

Nos tempos antigos os viajantes Polinésios chegaram as ilhas Havaianas, seguindo as estrelas “Sirius e Arcturus” conhecidas como “Okule” , estrela da alegria. Até o momento não se sabia sobre existência das ilhas, até 1778 quando o Capitão James Cook as encontrou no Oceano Pacífico.

 Nas lendas Havaianas existem histórias sobre os verdadeiros povos que habitavam as ilhas antes da chegada dos Polinésios. Conta-se sobre os “Menehune”, o verdadeiro povo das ilhas Polinésias, eram pessoas de estatura pequena, de personalidade dócil, calmos e amigáveis, entretanto o comportamento desse antigo povo muda com a chegada dos Polinésios que tinham uma personalidade agressiva mudando o sistema de um povo pacífico para sempre.

A origem do nome Havaí é incerta, as ilhas podem ter sido batizadas em homenagem a Havaí Loa, seu descobridor de acordo com a tradição local, ou o nome pode ser derivado de Havaí ou Hawaiki, a tradicional casa dos Polinésios.

Graças à descoberta e à posição geográfica do arquipélago do Havaí, este tornou-se um ponto de escala frequente de navios europeus fazendo longas viagens transpacíficas. Claro, isso ocasionou diversos problemas aquele povo, doenças contagiosas foram causadas por micróbios transportados pelos marinheiros europeus, com as quais os nativos locais nunca tinham tido contato, isso ocasionou a morte de dezenas de milhares de nativos Polinésios na região ao longo do século XIX.

Missionários católicos Romanos, Espanhóis e Franceses desembarcaram pela primeira vez em 1827 nas ilhas Havaianas. Os católicos não foram inicialmente bem-recebidos pelos nativos Havaianos. Em 1831, os Havaianos forçaram a pequena população cristã, de descendência europeia, a sair do arquipélago, enquanto que cristãos de origem Havaiana foram em sua maioria presos. Cinco anos depois, em 1836, uma fragata Francesa bloqueou o porto de Honolulu, e obrigou Kamehameha II (atual governante) a liberar os cristãos aprisionados e a permitir a liberdade de expressão religiosa. Kamehameha II criou a primeira constituição do Havaí em 1840 e um sólido governo central composto pelos poderes executivo, legislativo e judiciário. O governo americano reconheceu o Havaí como um país independente.

Desde a década de 1850 em diante, o Havaí começou a receber centenas de imigrantes asiáticos por ano. Inicialmente, os chineses foram os principais imigrantes. A imigração chinesa ao arquipélago data de 1789, embora esta imigração tenha sido mais forte de 1850 até o início do século XX.


Ainda em 1894, uma república foi instituída, com um americano, Sanford Dole sendo presidente. A república foi abolida em 1898, o Havaí foi oficialmente anexado pelos Estados Unidos no mesmo ano, e em 14 de junho de 1900, o Havaí tornou-se oficialmente um território dos Estados Unidos.

E você, já conhecia sobre a história da colonização do Havaí? Conta aí pra gente nos comentários!

Mana Havaiano – Entenda essa profunda palavra

MANA Havaiano – O poder divino e espiritual

O Mana Havaiano é o poder divino relacionado a energia espiritual de cada indivíduo. A cultura Polinésia considera essa energia vital de cada ser.

Para os Havaiano, o Mana de cada ser é como um presente dado pelos Deuses, que expressa sua essência por meio da sua existência. O Mana é inato e pode também ser adquirida de acordo com destino de cada ser.
Ao conectar-se com essa energia o ser humano se aproxima do divino, transformando esse contato em uma força única que o faz parte do todo. O entendimento do papel moral do ser humano fica cada vez mais latente quando o Mana torna-se aflorado, é um exercício diário manter-se no presente, crescer e perseverar seu próprio Mana.
⠀⠀Os Havaianos acreditam que o Mana pode assumir a forma de atributos como inteligência, habilidades, prestígio ou capacidade de liderança. Pode-se mantê-la através de orações e intenções, se crê na evolução positiva e criativa do individuo por meio da tomada da sua própria consciência espiritual.

Quando conectado a essa energia, os Havaianos acreditam na mudança de pensamento individual, onde é possível operar a seu próprio favor por meio do uso amoroso desse poder divino (incrível, né?). 

Por meio de palavras e ações os Havaianos entendem que o compartilhamento de energia entre todos os seres no planeta é algo universal e que acontece a cada minuto, alinhar tudo isso no presente fortalece o Mana coletivo.

Os Havaianos reconhecem as forças poderosas do mundo natural na sua adoração aos Akua (deuses) e ‘Aumakua (ancestrais). Os Akua representam diferentes aspectos da natureza. Já a adoração de ‘Aumakua são ligadas as atuais gerações que são reflexo das mais antigas ancestralidades que deram origem ao mundo. A conexão com o passado é uma representação do presente, conhecer e respeitar esses dois aspectos de tempo fortalece o Mana de cada individuo.

E você, já sabia sobre o Mana Havaiana? Deixe aí nos comentários o que você achou!

Aulas de dança Havaiana em São Paulo

Aulas de Dança Havaiana em São Paulo!

Aloha! Queridos Haumanas, amantes da cultura e das danças Polinésias, o Centro cultural de estudos e danças Polinésias Hula Aloha Brasil agora tem sede fixa em São Paulo, sabia? Agora é a hora de você aprender tudo sobre cultura Polinésia com a nossa Ohana!

Com cursos mensais de Otéa, Aparima, Hula Auana , Hula Kahiko e vertentes de Hula Kane e Haka Maori as aulas são ministradas pela Professora Verônica Elis Cabral, estudante há mais de dez anos da vasta e rica cultura Polinésia no Brasil.

Todos os cursos abordam a parte cultural e prática, as aulas tem a duração média de 1h30 em um dia da semana previamente escolhido de acordo com cada segmento de dança totalizando uma grade de 6 horas aulas por mês.

As aulas acompanham apostilas e materiais extras para máxima absorção do conhecimento. A professora dispõe de livros, CDS e materiais provenientes do próprio Havaí. Os tópicos que abordados em aulas são:

  1. Introdução a língua Havaiana
  2. Cantos (Meles), Olis (Orações)
  3. Mitologia
  4. Confecção de Indumentárias, Leis e Hakus
  5. Confecção de Instrumentos musicais a base de elementos naturais
  6. Movimentos da dança sua execução, nomenclaturas, significados e origens
  7. Composição coreográfica

Aprenda a dançar três vertentes de Hula!

Aparima

A “Aparima” (proveniente do Tahiti), é um estilo de dança marcado pela graciosidade. Ela seduz e acalma o espectador. Em termos muito grosseiros, a “Aparima” é uma dança de gênero misto que conta histórias usando movimentos de mão e braços ao som da música. 

A história pode ser uma lenda, uma canção de amor ou uma cena da vida cotidiana.  Na “Aparima” existe uma grande quantidade de expressividade e realismo, os dançarinos fazem cada cena de forma muito eficaz (por exemplo, remando, abrindo um coco entre outros gestos), representando a vida cotidiana e elementos da natureza. Muito semelhante com a “Hula Auana”(Havaí).

Otéa

A “Otéa” também originária do Tahiti é uma dança impressionante de alto impacto físico, seus movimentos são rápidos e ágeis e muitas vezes de difícil execução, por conta do esforço físico empregado na dança.

A música usada na dança, é inteiramente acompanhada por instrumentos de percussão. Originalmente, era uma dança de guerra somente para os homens mas hoje em dia todos a executam, sejam homens ou mulheres, mas com diferentes movimentos para os homens.

Hula Kane e Haka Maori

A Hula Kane surgiu nos primórdios da civilização Havaiana. Era executada por homens aos fins das batalhas, como forma de comemorar os seus feitos e conquistas.

Com o passar dos anos os homens começaram a entoar as poesias e as mulheres a se expressarem na forma mais delicada da dança. A Hula é uma dança patriarcal.

Essa modalidade de dança é extremamente exaustiva a requer do bailarino um preparo muito maior, ela testa os limites físicos. Uma aula de Hula Kane de auto impacto dependendo do “Mele” trabalhado, pode ocasionar a perda de até 800 calorias.

Isso é ocasionado pelos movimentos quase marcias, elaborados para o físico masculino não recomendado para mulheres pelo excesso de esforço. Hoje em dia homens e mulheres também executam a hula juntos, como a Auana, mas em certas Hulas Kahikos, existem protocolos de composição dependendo a temática cultural e coreográfica, então estas são dançadas somente  por homens.

O mesmo é valido para Wahines. O Haka faz parte do aprendizado deste seguimento, já que a cultura das Ilhas Polinésias são embasadas nos mesmos preceitos Culturais.

O Haka é originário de “Aotearoa”, Nova Zelândia, uma dança também de guerreiros conhecida no mundo pelas performances do Time de Rugby “All Blacks”. A maioria destas danças são sinônimos de espiritualidade, porque são religiosas.

Entre em contato comigo, podemos alinhar os melhores horários pra você!

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Mahalo!

Professora Veronica

Mitologia Havaiana

Mitologia Havaiana

Quando se começa a estudar a dança Havaiana, surge a necessidade de se entender a cultura de um ponto de vista mais amplo.

O primeiro passo é entender as divindades Havaianas que estão presentes na dança tradicional, a dança sagrada que era praticada em templos (HEIAU) para devoção aos Deuses em principal a deusa “LAKA” (deusa da dança) e a Deusa “PELE” (a deusa dos vulcões e do fogo).

A mitologia Havaiana, é extensa, ela abrange a existência de aproximadamente três mil deuses ligados à aspectos da natureza.

A mitologia Havaiana está cheia de histórias fantásticas sobre Deuses e Deusas, conta-se que alguns viviam em vales profundos, outros no alto do céu, muitos deles teriam sidos seres humanos, muito tempo antes de se tornarem Deuses.

A partir deste ponto Deuses Havaianos são diferentes do conceito de DEUS que existe em culturas ocidentais modernas, atribuía-se a condição de deus, à  dedicação a “OHANA” (circulo que abrange família amigos e a sociedade em que viveu) no tempo de sua existência humana, somando assim maiores valores morais para a sociedade havaiana.

Depois da morte do corpo tornava-se um certo tipo de deus. Neste sentido deuses no antigo Havaí não eram apenas seres abstratos para serem adorados, eles foram extremamente fundamentados na realidade humana que através de suas ações reais foram estendidos para um nível superior de espiritualidade, se tornando deuses.

Como a extensão mitológica ao primeiro contato é quase infindável iremos conhecer somente algumas de suas principais divindades.

 Começaremos por PELE, deusa do fogo e do vulcão onde começa a maior parte das histórias da mitologia havaiana.

Existem diversas histórias sobre a Deusa “PELE”, cada ilha tem lendas diferentes mas todas acabam no mesmo contexto, de que Pele é a Deusa do fogo e dos vulcões.

Sua personalidade tem dupla analogia o fogo que destrói mas também que reconstrói e renasce, como arquétipo de transformação permanente.

Um dos mitos mais conhecidos, sobre o panteão havaiano conta que o primeiro Kumu de hula (mestre,professor) foi Hopoe, era o kumu e amigo de Hi’iakaikapoliopele (significa criada na axila ou no seio de Pele), deusa do amor, das florestas e plantas, que também é conhecida como a patrona da Hula que por sua vez era a deusa, irmã mais nova e amada de Pele.

Conheça outros Deuses Havaianos

Há uma infinidade de divindades Havaianas, normalmente personificadas em elementos da natureza e com personalidades humanizadas.  

Conheça um pouco mais sobre as divindades Havaianas:

Laka: – Deusa matriarca do Hula, viajou para todas as ilhas para compartilhar o dom da Hula, ela ensinou Lohi’au, o belo chefe de Kaua’i e Hõpoe que foi kumu de Hi’iaka.

Ku’ohi-o-laka: – Versão masculina para o Deus da floresta.

Kapo-ula-kina’u: – Deusa da feitiçaria, outra divindade do hula, de acordo com a lenda Maui, Kapo é a irmã mais velha de Laka, que lhe ensinou o hula.

Hi’iaka-i-ka-poli-o-Pelé: – A irmã mais nova e a preferida de Pele. Também é conhecida amplamente como uma das deusas do hula.

La’a-maikahiki: – A esta divindade é creditado a elaboração do Pahu (tambor considerado sagrado) e o outro instrumento musical o Ka eke’eke. Dele vem muitas linhas de altos chefes, também é considerado um dos patronos do hula.

Pele-ai-honua: – Outro nome da conhecida Deusa do fogo Pele.

Ai la’au: – Deus comedor de Floresta.

Kamoho-ali’i: – Deus tubarão Irmão de Pele.

Namaka-o-kaha’i: – Deusa do mar. Irmã e inimiga de Pele.

Poli’ahu: – Deusa da neve. Arquirrival de Pele. Sua casa é a montanha é Mauna Kea.

Laie-i-kawai: – Deusa do arco-íris.

Kamapua’a: – Semi deus, um dos muitos rivais de Pele e também sua paixão, toma a forma de um porco selvagem ou de chuva.

Hōpoe: – Amigo de Hi’iaka. Ensinou-lhe a hula. Foi destruído por Pele.

Lohi’au: – Chefe de Kaua’i, mestre do tambor pahu, amante de Pele e Hi’iaka.

Espero que você tenha aprendido mais sobre Mitologia Havaiana!

Mahalo!

Conheça os Instrumentos Havaianos!

Instrumentos Havaianos

Os instrumentos musicais de percussão Havaiana são confeccionados com elementos da natureza – com ressalva os instrumentos inseridos na musica após a colonização, como a guitarra, o ukelele e a bateria (estes instrumentos são usados no Hula ‘Auana).

Os instrumentos rústicos, que são utilizados para a dança tradicional, antes do contato com ocidente até os dias de hoje, acompanham o “Hula Kahiko”, vamos conhecer alguns destes instrumentos:

Ili-Ili: Dois pares de seixos lisos de lava, moldada pela a água do mar, duas em cada mão. O seu som acontece quando as duas pedras se tocam, reproduzindo batidas secas, lembra um castanhola hispânica ou os snujs árabes.

Uli’Uli: Chocalhos que lembram a maraca, feitos com a base da cabaça. Dentro contém sementes e sua extremidade é adornada com penas coloridas, é usado pelo dançarino, um em cada mão, evoluindo junto com a dança.

Puniu: Tambor de joelho feito a base da casca do coco e coberto com pele de peixe. O som se dá por batidas com uma pequena corda, empregado no “Noho Hula” (hula sentado).

Pahu: Tambor considerado sagrado, sua base é feita com o tronco do coqueiro oco (Niu’ cocos nucifera) ou ‘Ulu (Artocarpus altilis, fruta-pão), e na extremidade superior coberto com pele de tubarão.

Ukelelê: Instrumento de cordas introduzido pelos portugueses no início da colonização do Havaí, semelhante ao nosso cavaquinho, inserido no Hula-‘Auana (hula moderna). Possui 4 cordas ajustadas de acordo com os ritmos aplicados.

Ipu-Heke: Instrumento que também é feito com duas cabaças, na extremidade inferior uma cabaça maior e na superior uma mediana com uma abertura, no meio de sua extensão também tem um cordão para a fixação de umas das mãos, no chão uma pequena esteira feita com pano ou palha, seu som acontece com batidas do instrumento no chão em cima desta esteira, e com a mão que está tocando, que produz o som batendo com as pontas dos dedos e a palma da mão na lateral do instrumento.

PU: Concha gigante, com um furo no meio o que proporciona um som como a de uma trombeta, antigamente os nativos usavam para se comunicar entre um vilarejo e outro, já que seu som alcança a extensão de dois quilômetros de distância, e também era usado para iniciar os cerimoniais religiosas, hoje em dia é usado para anunciar o inicio dos festivais de dança.

Ipu: Instrumento elaborado a partir de uma cabaça mediana ou pequena, sua extremidade é cortada e no meio de sua extensão há um cordão para ser colocado no pulso, em uma das mãos e a outra toca o instrumento, dois toques com diferentes sonância: isto ocorre devido o uso das pontas dos dedos e a palma da mão. Pode ser também tocado quando se está dançando.

Esperamos que tenha gostado e aprendido mais sobre os instrumentos Havaianos

Mahalo

Tipos de Indumentárias Havaianas

Indumentárias Havaianas

Nada sobre a Hula é casual, tudo tem um certo significado. Isso inclui a seleção de trajes e adornos para uma performance. Os dançarinos não se arrumam apenas para ficarem bonitos, há todo um significado nas cores, padrões e estilos de vestuário para transmitir informações para os “Haumanas” (estudantes e observadores).

A Hula é uma dança religiosa e divina, em virtude disso, há apresentações em que os dançarinos honram o Deus Kane, deus de água  doce, cujo Kino Lau (forma do corpo da divindade)  veste as diferentes tonalidades de azuis usando adornos como conchas e tudo que possa remeter a água.

Alguns exemplos de cores relacionados as energias dos Deuses:

Hina: – Branco, água (conhecimento).

Pele: – Tons do laranja ao vermelho, fogo (energia, renascimento).

Hi’iaka: – Amarelo, vento (cura).

Laka:– Verde, plantas (amor, compaixão).

Kapo: –Azul, animais, alimentação (habilidade).

Bailarinos de ambos os sexos podem usar Pa’u (saia). Pode-se usar na confecção do Pa’u material de folhas de Ti, Lauhala (Pandamus – folhas secas da árvore hala) e Ilihau” casca processada da árvore Hau (Hibiscus tiliaceus).

Hoje em dia a maioria das pessoas fazem o Pa’u de tecido com pinturas e serigrafia em cores e estilos padrões ou até mesmo de celofane.

No antigo Havaí os bailarinos usavam apenas o Malo(tanga). Muitas vezes homens e mulheres não usavam nada acima de suas cinturas, mas após o descobrimento das ilhas e com a catequização dos nativos, houve uma proibição por parte dos missionários para este tipo de exposição.

Tanto homens com mulheres se enfeitam com “Lei” e “Kupe”.

Os Leis são colares feitos de flores ou folhagens e adornam o pescoço e cabeça.

Os Kupes são para enfeitar os pulsos e tornozelos, chamando a atenção de quem aprecia o Hula para os movimentos delicados do pés e mãos.

Além de sua função ornamental desempenha outro papel importante na dança, pois este leis e kupes são feitos de plantas ou outros materiais como: conchas, penas, fibras etc… Que representam as divindades homenageadas na dança. Alguns kupes emitem sons que melhoram o desempenho do dançarino.

O vestido MuuMuu também faz parte da tradicional indumentária Havaiana, lembra da Lilo no filme Lilo & Stich? Ela usava um MuuMuu vermelho com flores brancas!

Esperamos que tenham gostado e aprendido mais sobre Indumentárias! Fique de olho nos nossos conteúdos nas redes sociais também 

Mahalo!

O que é a Hula?

Conheça mais sobre esse estilo de vida!

Aqui do Brasil, temos pouco contato e conhecimento das danças Havaianas e as demais vertentes de danças Polinésias. Conhecemos estereótipos muito rasos que não contam nem metade da profunda cultura Havaiana.

Quando falamos de Hula no Brasil, imediatamente, a maioria,  que pouco conhecem a cultura Polinésia, relacionam de imediato, a estereótipos hollywoodianos, impostos através de filmes e entretenimento. A Hula em seu real entendimento é uma filosofia de vida muito profunda passada de geração em geração pelos Havaianos por meio de preceitos morais e coletivos.

Historicamente, nos tempos antigos, a Hula servia como registro da cultura do povo Polinésio que não era habituado a escrever, dessa forma sua genealogia foi salva por meio dos movimentos dessa antiga dança ritualística que também contava uma história.

A Hula inicialmente surgiu como uma forma de adoração aos Deuses por meio da dança, dos movimentos. A Hula Kahiko (devocional) é considerada o estilo antigo, em contrapartida, as hulas melódicas das típicas canções havaianas acompanhadas de violão ou ukele, conhecidas como Hula A’uana.

Originalmente a dança havaiana era chamada de “HA’A”, o nome foi alterado para “HULA” no século 19. A princípio, a hula, como é conhecida, seria uma dança típica de um conjunto de 8 ilhas no Havaí, como em toda cultura antiga e quase extinta.

Existem diferentes seguimentos de danças que vem de outras ilhas da Polinésia, como Tahiti, Samoa,Tonga e Aotearoa (Nova Zelândia), no entanto a Hula é exclusiva das ilhas havaianas.

Um contato mais profundo com esta maravilhosa arte sagrada nos proporciona conhecer a verdadeira essência da hula de forma única, permitindo uma reflexão verdadeira sobre a vida.

Uma filosofia antiga e sagrada para o povo havaiano, a dança pode ser praticada tanto por homens quanto por mulheres, entretanto dependendo do seguimento a ser dançado, há certas restrições em níveis coreográficos, como por exemplo, as danças folclóricas e de adoração restritas somente aos homens ou somente as mulheres.

A exigência mais importante para se tornar um dançarino de Hula é ter uma alma plena, já que para realizar esse tipo de dança é necessário uma conexão espiritual e coletiva muito grande. Seja um eterno aprendiz dos movimentos e da vida, as coisas tornam-se de certa forma, mais leves.

Tipos de Hula

Hula Kahiko – Antiga

A clássica Hula Kahiko é uma vertente tão antiga quanto a cultura havaiana, em tempos remotos foi contada por todo o povo havaiano. Eles dançavam, e com o cântico (mele) expunham todos os aspectos da vida, com guerra, morte, nascimento.

Um antigo ditado Havaiano diz que as “mãos contam histórias”, isso se dá como verdade em um conjunto melódico que é visto como parte ritualística desse antigo povo que via a dança como uma profunda conexão espiritual proporcionada pelos movimentos.

Os dançarinos, que já dominam os movimentos, entoam os Meles acompanhando a dança com os instrumentos tradicionais sagrados, como o Ipu’Heke (cabaça grande) ou o Pahu (Tambor).

A Hula Kahiko, ou forma antiga de dança, era e ainda é apresentada com indumentárias tradicionais, acompanhadas por canto e instrumentos tradicionais de percussão,

Hula A’uana – Moderna

A dança sobreviveu, e graças a Hollywood e a uma avalanche da indústria turística, tornou-se um símbolo das ilhas entre os anos de 1920 e 1930. As formas mais tradicionais ressurgiram e permaneceram até 1960, quando os nativos havaianos começaram a redescobrir a sua história cultural.

A Hula A’uana ficou conhecida no mundo nos anos 70 pelos filmes de Elvis Presley (que amava o Havaí) permitindo que Hollywood mostrasse de forma alegre e lúdica, o cotidiano do povo havaiano.

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