As religiões no Havaí de hoje

No começo, antes da colonização europeia, o Havaí era lar de um povo polinésio que herdara muitas de suas crenças de seus vizinhos e antepassados das ilhas mais ao sul do pacífico, portanto a chamada mitologia havaiana tinha muito em comum com as crenças Maori, taitianas e demais grupos polinésios; há de se notar, contudo, que ainda que fossem muito ligadas umas com as outras, cada uma tinha suas peculiaridades regionais. Com o Havaí não foi diferente: centenas de deuses locais eram cultuados, alguns apenas em certas ilhas do arquipélago, ganhando destaque e prestígio quando as tribos destas ilhas subjugavam as outras. Com a unificação das tribos por Kamehameha, o Grande, houve a adoção pública da adoração ao deus Kā, regente da guerra e que requiria sacrifícios humanos.

Entre as miríades de deuses, estavam Kāne (o principal deus do panteão havaiano), Kā (deus da guerra), Kanaloa (deus do oceano e do submundo), Lono (deus da chuva e da agricultura), Laka (deusa do amor, fertilidade e da dança sagrada Hula) e Pēle (deusa dos vulcões, temida e reverenciada pelos havaianos antigos).

Com a chegada dos europeus e da colonização do arquipélago havaiano, o cristianismo foi imposto como religião majoritária. Hoje, cerca de cinquenta por cento dos havaianos se denominam cristãos, sendo a corrente católica a mais praticada. Há também protestantes, Testemunhas de Jeová e um pequeno número de menonitas, que não ultrapassa uma centena de membros.

A outra metade é composta por imigrantes asiáticos com suas respectivas religiões e credos, que incluem o budismo, o xintoismo e o hinduismo. Há também um número grande de pagãos nas ilhas, embora seu número exato não é precisamente explícito, já que nos censos realizados geralmente são caracterizados como sendo de “outra religião.”

A presença dos kahunas é muito importante, ainda assim, no Havaí dos tempos de hoje. Na verdade, o arquipélago inteiro, seja da religião que for, é muito unido no espírito de Aloha, que pode querer dizer tanto um “olá” quanto ter o sentido mais estrito da palavra “amor”.

Você pode ser católico, protestante, budista ou mesmo ter um altar dedicado a Lono em sua casa: o que nos une é o espírito da Hula, que mais do que uma dança, é uma filosofia de vida.

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